“Pedro e o Lobo” com música ao vivo, narração da atriz Giulia Gam e teatro de bonecos

29/03/2012 14:51

Giulia Gam e a orquestra Almeida Prado em "Pedro e o Lobo"/Fotos João Caldas/ Divulgação

Nunca é demais ouvir “Pedro e o Lobo”, de Sergei Prokofiev, composição dos anos de 1930 que cria a narrativa melódica e rítmica de uma aventura no tempo em que havia grandes florestas na Europa e lobos ameaçadores.

 A música ao vivo faz diferença nesta montagem regida pelo maestro Carlos Moreno e com narração precisa de Giulia Gam.

No enredo, o avô de Pedro se zanga com o neto porque ele sai para brincar na floresta e deixa o portão aberto.

Os bichos que fugiram pelo jardim adoraram a travessura de Pedro, mas não imaginavam que uma criatura feroz aparecesse.

A atriz Giulia Gam conta essa história com calma e o espectador percebe isso em seu semblante, em harmonia com a voz pausada, sem altos e baixos, sem a prosódia que têm em geral as frases que sugerem medo e assustam (interjeições por vezes forçam o falante a emitir sons em falsete ou elevar a altura da voz).

A narração da atriz acompanha a orquestra nesse ritmo controlado de fala.

Como a peça é didática, a primeira parte é a apresentação dos instrumentos que representam os personagens.

Depois que toda a narrativa é explicada, a plateia ouve a execução inteira de “Pedro e o Lobo” pela orquestra, curtinha.

O passarinho desenhado pela flauta saltita, o ritmo do oboé que imita o pato é lento e arrastado como seu andar.

Há momentos acelerados e vários instrumentos soam ao mesmo tempo, passagens emocionantes, representam a caçada ao lobo, por exemplo. Outros leves, mas tensos, como o caminhar furtivo dos caçadores.

O teatro ou encenação dos bonecos multiplica a conversa entre a imagem sonora e a narração.

A orquestra Almeida Prado, de “Pedro e o Lobo”, tem 23 músicos e foi montada para o espetáculo. Durante a apresentação, o maestro elogia o músico Almeida Prado.

A direção geral de “Pedro e o Lobo” é de Muriel Matalon.

Os bonecos são grandes e podem ser vistos de longe com facilidade, pois o Teatro Tuca, onde a peça está em cartaz, necessita desse recurso porque é grande também.

Link: http://www.teatrotuca.com.br/espetaculos/espetaculo_pedro_e_o_lobo.html

Cena do espetáculo no teatro Tuca (SP)

Ficha técnica

Direção geral: Muriel Matalon. Assistência de direção: Marco Lima. Narração: Giulia Gam. Orquestra Almeida Prado sob regência do maestro Carlos Moreno. Criação dos bonecos: Marco Lima. Iluminação: Wagner Freire. Cenografia: Alfredo Barbosa. Adaptação de texto: Mariana Veríssimo. Confecção de bonecos: Marco Lima, Nonon Creaturas, Inês Sakai. Cenário: Alfredo Barbosa. Diretor de cena: Domingos Varela. Construção de cenários: Ono Zone Estúdio Ltda, Fernando Brettas e Diw Rosseti. Diretor de orquestra: Tarik Dib. Direção de montagem de aéreos: Cia de Estripulias Imagináveis.

 Orquestra Almeida Prado

Spalla: Constança Almeida Prado Moreno. Violinos: Adriana Maresca, Danilo Ferreira, Henrique Franquim, Simplício Soares, Tiago Paganini, Ugo Kageyama. Violas: Eduardo Cordeiro Jr., Sarah Nascimento. Cellos: Julio Cerezo Ortiz, Sueldo Francisco. Contrabaixo: Rubens De Donno. Flauta: Mônica Camargo. Clarinete: João Francisco Correia. Oboé: Gizele Sales. Fagote: Ronaldo Pacheco. Trompas: Mario Rocha, Thiago Rodrigues, Vagner Rebouças. Trompete: Leonardo Porcino. Trombone: Silas Falcão. Percussão: Glaucia Vidal, Marcelo Camargo.



Fonte: http://bit.ly/H0MtP1