Giulia Gam revela recurso para conseguir chorar em cena

01/11/2013 21:01

Atriz falou sobre a minissérie "O Primo Basílio" e conta que o diretor Daniel Filho era muito exigente

Muito antes de interpretar a perua Bárbara Ellen da novela “Sangue Bom”, Giulia Gam passou maus momentos na pele de Luísa, a mocinha adúltera de “O Primo Basílio”. Exibida originalmente em 1988, a minissérie está no ar no VIVA. A trama mexeu tanto com a atriz, que fez com que ela procurasse um psiquiatra.Fui a um especialista para tentar entender o motivo da forte dor de cabeça da minha personagem. Com a proximidade da morte dela, de alguma maneira, comecei a registrar como se eu fosse morrer. Essa foi a interpretação do médico. Quando foi chegando o final desse trabalho, comecei a ficar lerda, inchei, engordei, somatizei as emoções.”. E continua: “Eu já estava há meses sem poder tomar sol, sem poder raspar o braço, toda descolorida, não podia usar calcinha e nem sutiã”.

Giulia revela que usou um recurso para conseguir chorar em cena, e que Daniel Filho, o diretor da minissérie, não podia desconfiar de jeito nenhum. Tinha uma camareira que me trazia uma cebola escondida. Eu estava em um canto, a Marília Pêra olhou aquilo e perguntou: ‘o que é isso?’. Eu falei ‘ah, meu Deus do céu, agora dancei com a minha cebola’. Expliquei para ela que eu não conseguia chorar e que passava um pouco de cebola. Ela me respondeu assim: ‘eu também não consigo chorar e quando consigo, é por um olho só. Deixa eu passar um pouco disso aí também’”, lembra aos risos.

Ela ainda recorda como foi a reação do diretor ao ver a cena de Marília, depois do uso do pequeno truque.Ele começou a aplaudir! Falou: ‘Marília, você é genial! Eu jamais pensaria nisso! Num momento desses, você fez um misto de choro e euforia! Você realmente é incrível!’”

A atriz conta que Daniel Filho era carrasco e extremamente exigente nos bastidores de “O Primo Basílio”. Antes de as gravações começarem, ele pediu que Giulia desse ordens à Marília Pêra, deixando a jovem atriz em pânico: “Ele falou: ‘Grita! Ela é sua empregada. Fala pra ela trazer sua comida, arrumar a casa e te ajudar a se vestir. Fala alto, com autoridade’. Mas eu era uma menina nova, ingênua, fui perdendo a voz, fiquei completamente rouca e não consegui. Quando a Marília viu o meu desespero, acho teve tanta pena de mim, que pediu para o Daniel parar com aquela tortura”.

Fonte: http://goo.gl/vXNg0s