Sangue Bom ri de si própria com personagem de Giulia Gam

14/05/2013 18:29

Festejada por boa parte da crítica, “Sangue Bom” vem fazendo sua lição de casa com muito louvor. No último sábado, 11, isso ficou mais uma vez comprovado.

Folhetim fincado com os dois pés na comédia, “Sangue Bom” promete abordar nos próximos sete meses – a Globo analisa a possibilidade de esticá-lo em até 30 capítulos para adequar o calendário  da sucessora – o pantanoso mundinho das celebridades (expressão usada à demasia pela jornalista Fabíola Reipert).

Tudo ali é pensado. Cada frase (de efeito) dita tem um alvo a acertar. Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari não brincam em serviço.

No sábado, em conversa com uma de suas filhas adotadas, Bárbara Ellen, personagem de Giulia Gam (há quem veja semelhanças com Susana Vieira, maldade…), soltou até aqui a sua maior pérola: “Mas é claro que eu quebrei uma garrafa na cabeça do Dennis Carvalho. Onde já se viu, me convidar para viver uma atriz decadente numa novelinha das 7 aí, de dois autores petulantes. Quebrei mesmo”.

A frase soaria normal se Dennis não fosse o diretor de “Sangue Bom”, novela das 7, escrita por Adelaide e Villari, e Gam não vivesse a polêmica Bárbara Ellen, uma atriz decadente. É “Sangue Bom” brincando e rindo de si própria. É humor fino, sarcasmo puro, ironia em degradé!

Possa que esteja enganado, mas o texto é do Vincent, jovem autor de 34 anos que desde os 16 tem serviços prestados à Globo. Em “Ti Ti Ti” (2010), os mesmos “sintomas” eram sentidos em Jaqueline, personagem da exuberante Claudia Raia.

Até aqui, “Sangue Bom” vem oscilando entre 25 e 27 pontos, marca ligeiramente superior à “Guerra dos Sexos”. Mas uma coisa é certa, no quesito genialidade essa novelinha das 7 aí promete causar muito frisson.

Fonte: http://migre.me/ey2pz